23 de novembro de 2009

Ensaio sobre o Amor

Sim ou Não. São as palavras com que me confronto diariamente. Eu e quase toda a gente, imagino. Quantos não foram as vezes que definimos o nosso futuro por intermédio de um "Sim" ou de um "Não". Nem me refiro apenas à essência do que a palavra representa, mas também noutras formas de manifestação como atitudes, pensamentos, acima de tudo decisões.
É engraçado, do ponto de vista religioso, apenas se segue ou se tenta seguir o melhor "caminho". A Verdade é que por muitos caminhos que existam acabamos por escolher sempre aquele que nos parece ser melhor o mais fácil ou porque é mais intenso, que infelizmente acaba por se demonstrar num caminho cheio de obstáculos.
A vida é isto mesmo, uma agenda de decisões. Isto para a maioria das pessoas, porque há quem viva sem objectivos (o que não deixa de ser feliz, se calhar na forma mais pura).

Estou eu agora no Alfa Pendular a caminho de Lisboa, são 16:22, estão 20ºC tanto fora como dentro da carruagem ouço um versão da música "Every breath you take" com a dos Snow Patrol "Chasing cars". Contemplo a paisagem e gravo na mente cada movimento, cada som e cada tom proporcionado pelo quase "pôr" do Sol. "Porque que é que os melhores momentos são disfrutados apenas quando estamos sós?", pergunto-me e respondo-me em branco. Talvez acontençam apenas nos filmes, talvez seja apenas eu que tenho essa "sorte" de não estar acompanhado por uma bela de uma rapariga. Se bem que ... ao meu lado .... vai uma rapariga, dos seus mais quatro anos que eu, por sinal, bem jeitosa. Pena é que o namorado esteja exactamente do outro lado do corredor. Sim! Eu sei que o facto de ter namorado não quer dizer nada, e acreditem, não quer mesmo dizer rien de rien! Mas eu não sou assim, não me sinto bem a fazê-lo nem nunca o fiz. Até porque a rapariga nem faz o meu género, pelo menos à primeira vista parece uma fonte de luxúria com muita maquilhagem à mistura. Raparigas que só pensam em $$$, fashion, IN/OUT ... não é do meu agrado.
No entanto, contínuo a olhar como outro homem qualquer e para a paisagem também, não como outro homem qualquer. Mas esta sim é a minha paixão, ou pelo menos uma de muitas, a Mia Rose. Cada vez que ouço esta música "Let Go", da sua autoria, lembro-me da foto que tirei com ela num festival, foi algo de outro mundo para mim. Se bem que, também não era mulher para mim, é demasiado conhecida.
Sim! Sou um tanto esquisito no que toca a mulheres. Se calhar é esse o meu problema, exigir tanta característica de uma rapariga. Ainda me dizem "quem muito escolhe pouco acerta" ... (ôi a rapariga do lado acaba-se de se encostar ao meu braço! Qual o problema? Nenhum, só a prova que ter namorado não interessa muito!) ... Bem onde ia eu? Pois sim, se eu gostar mesmo dela, até os seus defeitos serão qualidades, não? Por alguma razão o amor é cego!

Sim ou Não? Não.
Desta vez não. Foi o que algumas raparigas já entenderam de mim. Eram feias e não as conhecia de lado nenhum. Foram essas respostas que definiram de certo modo o meu estado neste momento, solteiro (ou não)... Mas não me sinto triste por isso, se bem que podia ser mais feliz. Afinal de contas fomos feitos aos pares, eu é que ainda não encontrei a minha cara metade, mas sem pressas a vida são dois dias, e ainda só passaram trinta segundos.

Talvez da próxima diga, Sim!