19 de janeiro de 2010

Olhares

Acordara cedo, sem saber muito bem o motivo.
Mas depressa saberia que seria por um bom motivo. Um encontro. Digamos que não é propriamente às oito da manhã a hora ideal para se encontrar com alguém, dai que também não fosse um encontro propositado, mas deixemo-nos iludir.
Para lá da porta duas raparigas desconhecidas. Como qualquer outra pessoa faria desejei um bom dia e elas retribuíram da mesma forma. Apesar de serem de faculdades diferentes deviam ser amigas, pelo menos entre elas gelo não havia.

Ao sentar-me à mesa com elas, o meu olhar focou-se especialmente na rapariga que estava mais longe. Aparentava possuir beleza, mas o que mais me impressionou foi o seu olhar.
Uma cor de olhos de um leve castanho aprimorado com um sopro de verde escuro, luzidio de cristal. Eram como um rio de águas cristalinas cujo leito era todo ele de um aprazível âmbar.
Um olhar que sorria por ele próprio e propagava alegria e felicidade a quem o focasse. Um olhar que me fez ganhar o dia.

Do último olhar é tudo o que me recordo.
Talvez da próxima consiga mais que um simples olhar.