21 de março de 2010

Amore

Gostava de te ter,
Poder abraçar-te, sentir-te e
dar te arrepios, saber
que sim, que gostas da presença
de mim, de mais outra pessoa
que gosta de ti.

Vejo-te ao longe, e consigo sentir
o teu perfume, quando apenas
se vê tamanha beleza,
que irradia por si só sem que
algo se intrometa, entre
o meu olhar e a tua aparência.

Só de te ver fico contente,
não feliz, mas contente por saber
que por ai, ainda andam
raparigas, raparigas
merecidas de amor que
não se sabe já transmitir.

Raparigas de outrora
descritas por platónicos
que nos fazem deliciar
e sentir como eram,
amores platónicos,
utópicos e surreais,
um amor real.

Amor que por ser amor, mata e faz viver.
Destrói e constrói.
Nasce e faz renascer quem nunca o viu.