11 de junho de 2011

Je pense, donc je sui

Quando tenho o que quero
e não o que preciso,
sinto me triste e triste
sem razão no porque vivo.

Apanho o comboio do tempo
e nele me perco e penso,
o que quererão de mim,
nem um pensamento?

Mas quero parar para olhar
e calar para ouvir,
com ou sem ruído
o olhar, torna-se invisível,
mas de pálpebras cerradas,
o som parece inesquecível.

Rio e lacrimejo,
sinto na mente, a felicidade,
e no corpo, a alegria.
Não exijam de mim
o que não sou nesta Utopia.